Hienas sentimentais

As hienas são animais carnívoros de médio a grande porte. A sua cabeça é grande em relação ao corpo, com orelhas relativamente grandes de terminação em bico ou arredondada, e músculos maxilares poderosos.   Apesar de serem caçadores eficientes, grande parte da alimentação das hienas é à base de carcaças que encontram ou que roubam a outros carnívoros.

As hienas não são corredoras de velocidade, mas são resistentes e podem perseguir uma presa ao longo de vários quilómetros.

Ao contrário dos outros carnívoros que caçam suas presas as hienas se alimentam de carne em decomposição, e de sobras das caças de predadores maiores, na savana elas esperam um leão ou leopardo atacar e matar a presa para que depois possam se alimentar do que sobrar.

O mais engraçado é que existem hienas quando o questão são os relacionamentos.

Você já deve ter visto uma ou duas hienas sentimentais agindo por aí, o modus operantis é mais ou menos assim, ela ficam de olho na presa, vigiando por quilômetros o relacionamento de sua presa, e quando a presa termina o relacionamento, a hiena está lá para consolá-la.

Eu conheço e poderia citar nomes de hienas que se aproveitam de pessoas fragéis, as hienas sentimentais precisam saciar suas necessidades, e por não terem nascido com a capacidade para conquistar alguém por mérito próprio, elas decidem correr atrás de pessoas que estão carentes e machucadas.

Diferente dos pica-paus (já falei deles aqui), a hiena não fica tentando sabotar o relacionamento alheio, ela só espera, e não investe muitas vezes em uma só presa, mas sim em várias, fica só esperando para ver quem vai ficar disponível primeiro.

Isso não seria um comportamento de predador se não fosse por um detalhe: “A hiena se alimenta, rói até o osso, e depois vai embora feliz por estar saciada”. Hienas sentimentais mentem, elas não querem saber de ter laços, criar relacionamento duradouros, elas querem ser saciadas. E quando você vir a hiena daqui a 1 mês, e ela estiver roendo outra presa, ela vai te olhar assim:

Por isso se você terminou um relacionamento recentemente, lembre-se de curtir um tempo para se curar, para pensar no que você quer, e fique longe da savana.

“Se aproveitar dos sentimentos de alguém, só não é pior do que se aproveitar dos sentimentos de alguém vulnerável”  – Philippe Carvalho

O airbag e a segurança nos relacionamentos

Chegou aquela hora na sua vida adulta onde você precisa tomar uma decisão difícil… comprar um carro! Você quer algo bonito, que combine com o seu estilo, mas também quer algo que dure. Na hora de escolher os opcionais, você decide pagar até R$ 2 mil reais a mais para ter um airbag no carro, porque quando se está nessa hora você pensa: “Vai que…”.

O airbag ainda é um opcional de luxo nos carros, a maioria dos modelos considerados populares não vem com ele, mas mesmo assim as pessoas querem, depois do ar condicionado ele é o opcional mais vendido. Por quê? Porque gostamos de olhar para frente e nos sentirmos seguros, mesmo que talvez nunca tenhamos uma batida com força o suficiente para abrir o airbag ficamos felizes de pagar a mais.

Analisando a história da humanidade nós sempre gostamos de ter a sensação de segurança, civilizações inteiras foram contruídas com esse propósito.

Então porque isso deveria ser diferente no seu relacionamento?

Buscamos muitas coisas naquela pessoa que está com a gente, mas na verdade todas as qualidades, os traços de personalidade são interpretados de uma mesma forma, você simplesmente quer se sentir seguro com quem você está.

Não existe sensação melhor do que a de saber que se pode contar com o seu parceiro, mas é claro que nos relacionamentos assim como o airbag, segurança não é um opcional de fábrica. Deixe-me explicar.

Quando procuramos alguém para nos relacionarmos, pensamos em vários critérios, como por exemplo aparência, crença e até gosto musical, mas quantas vezes você se perguntou: “Se eu tiver um problema será que posso confiar nessa pessoa?”, ou até mesmo “Será que essa pessoa vai aceitar minhas neuras?”.

O que muitas pessoas não entendem é que muitos relacionamentos, mesmo que com o menor número de afinidades possível pode dar certo, porque um pode sempre contar com o outro, eu já disse aqui, que o relacionamento deve ser um Oasis, um lugar protegido onde você posso encontrar descanso, é péssimo estar em um relacionamento e ter que esconder os seus problemas da outra pessoa, porque isso vai minando aos poucos a relação.

 Então na dúvida, escolha alguém que te dê segurança, porque vai que…

 “Seu parceiro deve ser sempre alguém para quem você possa correr e não alguém de quem você deve correr” – Philippe Carvalho

Sonic and Tails e os relacionamentos egoístas

Em 1992 a Sega lançava o game Sonic 2, uma sequência do primeiro game para o Master System, ao contrário do primeiro jogo, neste jogo Sonic ganhava um parceiro, a raposinha de 2 caudas chamada Tails, que se tornaria o segundo personagem jogável. Terminado assim com eterna luta de “uma fase de cada um”, que era bem comum durante a minha infância.

Eu só fui jogar este game pela primeira vez em 1998 quando um colega de escola ganhou de aniversário e me emprestou. Para quem já jogou este game vai se lembrar que se você não jogasse no modo de 2 players, o Tails ficava apenas te perseguindo para todo lado, e muitas vezes morria, principalmente na fase Aquatic Ruin Zone, onde você ficava metade do tempo embaixo d’agua. Mas sempre voltava após alguns segundos.

 O vídeo humoristico do Dorkly ilustra bem o que eu quero dizer:

 

Um belo dia esse mesmo colega foi jogar videogame em casa, e como ele perdeu no par ou ímpar, decidimos que ele ficaria com o player 2. Eu estava acostumado a ver o Tails sempre morrendo e voltando então nem me dei conta que estava deixando ele perder todas as vidas dele.

Ele se irritou comigo e tivemos que parar de jogar, porque eu estava jogando com ele da mesma forma que eu jogava quando estava sozinho.

E isso acontece nos relacionamentos também…

Quem aqui já não tomou uma decisão dentro do relacionamento que afetava ambas as partes sem consultar o outro?

Por natureza somos egoístas e por muitas vezes é realmente difícil separar sua individualidade do seu relacionamento, porém no mundo atual, para um relacionamento dar certo é importante que todas as decisões sejam conversadas, e principalmente que sejam tomadas em conjunto.

Muitos casais brigam e se separam porque cada um toma decisões ou seja o caminho que acha melhor para o relacionamento. Li um artigo de um psicologo americano a quase um ano atrás onde ele diz que o principal problema dos casais que atendia em seu consultório eram problemas de comunicação.

Por isso que sou da seguinte opinião: “Se dentro do seu relacionamento você não pode conversar com quem está com você, então não há porque se relacionar”.

Apesar de extremista minha opinião é essa, um casal tem que confiar suficientemente um no outro para poder tomar discutir o rumo que querem da vida juntos.

No final você não vai querer que aquela pessoa que você ama, te deixe jogando sozinho né?

“Um relacionamento vai para frente de mãos dadas e passadas sincronizadas” – Philippe Carvalho

Traição.com

Leonardo trabalhava em um banco a mais de 3 anos, casado e pai de 2 filhos,  sempre teve uma queda por uma das gerentes que trabalhava lá. Foi na festa de final de ano depois de duas doses de whiskey que resolveu começar a conversar com ela, fez elogios, ouviu as fofocas que ela contou sobre a secretária nova, e perguntou se ela não queria carona para casa.

Os dois chegaram até a porta de um motel, ainda não haviam se beijado, um pouco por medo de que alguém que trabalhasse no banco os visse e um pouco por não saber como que fazer isso. Ao pegar a carteira de motorista Leonardo viu a foto das filhas, pediu desculpas e deixou a gerente em casa.

Isso pode ser considerado traição?

Muitos irão dizer que apesar da vontade de ambos a traição nunca se consumou, ele pode ter sido um canalha, mas não houve traição.

E se isso acontecesse na internet?

Muitas pessoas ainda divergem sobre este assunto, então depois de muito pensar resolvi dar minha opinião.

Nos últimos anos a traição virtual tem aumentado muito, em partes pelo anonimato que a internet traz, e devido é claro ao aumento de sites de relacionamento focados em traição. Hoje por um preço de R$ 49,90 por mês você pode ser assinante com direito a indicações de pessoas com quem relacionar.

Uma pessoa que entra em um site de relacionamento focado em traição é menos culpado que alguém que contrata uma prostituta, ou alguém que trai ocasionalmente o conjugê com alguém do trabalho?

O que estamos vivendo é tecnologia facilitando a traição, mas o motivo para trair ainda é o mesmo.

Tanto a traição física, quanto a digital são iguais ao meu ver. Ambas são pautadas nos mesmos motivos: Falta de carinho, falta de atenção por parte do parceiro ou como fuga do relacionamento.

 No final o ato é o mesmo, indepedente do meio, traição é traição, e como eu já disse aqui, perdoar depende da interpretação de cada um, na minha pobre opinião, simplesmente não vale a pena perdoar quem trai.

“Não importa o tipo de traição, para quem está sentindo a dor é igual” – Philippe Carvalho

“My dear, there’s been a change of plans…”

“ No Ensino Médio, ele era um Bad Boy, e ela se apaixonou por ele exatamente por causa da postura de não ligar para nada na vida, ele mal se formou, senão fosse pelo pai nunca teria prestado vestibular, no primeiro ano ia em todas as festas, e voltava bêbado, com ela guiando o carro, achando que seu namorado era a pessoa da sua vida. Um dia depois de quase 3 anos juntos, juntos sim, porque ele nunca pensou em pedi-la em namoro, ele a pediu em casamento, ela se sentiu no céu, porque para ela, ela ia se casar com o homem da vida dela.

Ele teve que arrumar um emprego, virar uma pessoa responsável, porque senão não teria como bancar um casamento, começou em um estágio e em 2 anos já era supervisor, agora ele não ia mais para festas e nem bebia durante a semana, se limitava a ir para o cinema ou a algum restaurante. Quando completaram 5 anos, exatamente 3 meses antes do casamento, ela terminou com ele, falou que ele tinha mudado e que ela não reconhecia mais o homem da vida dela. “

Ninguém é a mesma coisa o tempo inteiro, querendo ou não o mundo nos muda, temos que nos adaptar para que possamos sobreviver.

O que aconteceu no casal da história acima, acontece com muitos casais sem eles perceberem, pense em seu último relacionamento, pense em como a intimidade mudou a relação de vocês, ele(a) se soltava mais com você, e confessa os medos, e aí quando você se dá conta ele é uma pessoa complemente diferente.

Mas se todos mudam como fazemos para continuar juntos? Só há um jeito de continuar com alguém dessa forma, mudar também. Muitos relacionamentos não dão certo porque os casais não evoluem junto, a maturidade de ambos precisa evoluir, os objetivos também tem que evoluir.

Então se você não consegue mais enxergar no seu parceiro(a), aquilo que te encantou, talvez seja a hora de você trocar as lentes com que você vê o mundo e aproveitar para se olhar no espelho e ver se você ainda é o mesmo(a).

“Mudanças de planos fazem parte da vida, pois já que ninguém é igual o tempo todo, porque o caminho deve ser o mesmo?” – Philippe Carvalho

No Regrets… Because i’m going home…

Fazem 7 meses que não posto, e sim, fez falta, o problema de se ter uma vida adulta com certeza é ter que determinar prioridades e por um tempo a minha prioridade foi o meu emprego e os desafios que foram aparecendo. Mas como postar é algo que faz parte da minha essência não podia de forma nenhuma deixar de lado meu blog. Então vamos começar, essa semana terá pelo menos 3 posts.

Chapéus e casamentos…

Chapéu, palavra que deriva do francês chapeau, acessório normalmente usado para proteger e enfeitar a cabeça. No Brasil o chapéu começou a ganhar força na moda nos primeiros anos da nossa República, um homem ou mulher de respeito nunca saia de casa sem um chapéu adequado para a ocasião.

Durante muito tempo o chapéu foi sinônimo de distinção e elegância. O Brasil chegou a importar chapéus da França e da Inglaterra, pois muitos materiais não eram encontrados no Brasil. Mas como sempre acontece a moda muda, e o que antes era especial passa a ser antiquado, e o que era item indispensável passa a ser supérfluo.

Não é só na moda que isso acontece…

Assim como usar chapéu, o casamento em si também começou a se tornar antiquado. Pense em quantos casamentos você tem ido ultimamente, aposto que quando você era mais novo as pessoas se casavam com mais frequência, as pessoas não se casam mais, elas simplesmente se juntam e com essa mesma facilidade, elas se separaram, por que será que a sociedade em geral ficou assim?

Basicamente por medo, o casamento em si é um ato de renuncia, onde o casal forma uma aliança, se tornando um. Hoje quem quer renunciar a algo por amor? E não falo de amigos e família, falo de renunciar a todas as possibilidades, a todos os flertes, só por amar alguém, falo em renunciar ao egoísmo, pois existe outra pessoa e vocês são um, e se você magoa-la pode até não estar vendo, mas está magoando a si mesmo, e hoje todo mundo tem medo de se machucar.

As pessoas preferem de longe algo prático, pois no caso de não dar certo é só cada um pegar suas coisas e ir embora. Não digo que renunciar seja algo fácil, pois não é, requer tempo e muita prática, e é por isso que as pessoas não podem simplesmente pegar as suas coisas e se juntarem, elas devem se conhecer, devem conviver e depois se ainda se amarem ficar juntas para sempre, pois é isso que o casamento significa.

Espero do fundo do meu coração que assim como os chapéus de feltro voltaram a moda, os relacionamentos duradouros também voltem.

 

“Só temos medo de renunciar por causa do amor, porque muitas vezes não sabemos como a contra partida é boa” – Philippe Carvalho


*Video e assunto em homenagem a minha sempre especial @luanagalmeida