Traição.com

Leonardo trabalhava em um banco a mais de 3 anos, casado e pai de 2 filhos,  sempre teve uma queda por uma das gerentes que trabalhava lá. Foi na festa de final de ano depois de duas doses de whiskey que resolveu começar a conversar com ela, fez elogios, ouviu as fofocas que ela contou sobre a secretária nova, e perguntou se ela não queria carona para casa.

Os dois chegaram até a porta de um motel, ainda não haviam se beijado, um pouco por medo de que alguém que trabalhasse no banco os visse e um pouco por não saber como que fazer isso. Ao pegar a carteira de motorista Leonardo viu a foto das filhas, pediu desculpas e deixou a gerente em casa.

Isso pode ser considerado traição?

Muitos irão dizer que apesar da vontade de ambos a traição nunca se consumou, ele pode ter sido um canalha, mas não houve traição.

E se isso acontecesse na internet?

Muitas pessoas ainda divergem sobre este assunto, então depois de muito pensar resolvi dar minha opinião.

Nos últimos anos a traição virtual tem aumentado muito, em partes pelo anonimato que a internet traz, e devido é claro ao aumento de sites de relacionamento focados em traição. Hoje por um preço de R$ 49,90 por mês você pode ser assinante com direito a indicações de pessoas com quem relacionar.

Uma pessoa que entra em um site de relacionamento focado em traição é menos culpado que alguém que contrata uma prostituta, ou alguém que trai ocasionalmente o conjugê com alguém do trabalho?

O que estamos vivendo é tecnologia facilitando a traição, mas o motivo para trair ainda é o mesmo.

Tanto a traição física, quanto a digital são iguais ao meu ver. Ambas são pautadas nos mesmos motivos: Falta de carinho, falta de atenção por parte do parceiro ou como fuga do relacionamento.

 No final o ato é o mesmo, indepedente do meio, traição é traição, e como eu já disse aqui, perdoar depende da interpretação de cada um, na minha pobre opinião, simplesmente não vale a pena perdoar quem trai.

“Não importa o tipo de traição, para quem está sentindo a dor é igual” – Philippe Carvalho

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Paulipetro e relacionamentos…

No final da década de 70 o então governador Paulo Maluf, resolveu criar uma empresa estatal para exploração de petróleo no Estado de São Paulo, mais exatamente na Bacia do Paraná. O intuito era extrair não somente gás natural como também petróleo. Depois de 69 perfurações de poços foi visto que nenhuma das jazidas eram viáveis para exploração. Em valores de hoje o gasto com as perfurações, equipamentos e outros, custaram quase R$ 4 bilhões de reais. Em 1980 o advogado Walter do Amaral, entrou com ação popular pedindo que os envolvidos devolvessem o que foi gasto com essa empreitada, o processo tramita até hoje no Supremo Tribunal Federal, também conhecido como Pizzaria do Mano Brasil. Alguns projetos desde o seu começo já estavam fadados ao desastre, isso acontece até com os relacionamentos.

Certa vez uma colega de trabalho veio me contar sobre como começara o relacionamento com o seu namorado, segundo ela, eles se conheceram em uma balada, mau se falaram e começaram a se beijar, mais tarde ele falou que tinha gostado muito dela, e queria manter contato, passou telefone e MSN, pois bem, durante a semana se falaram todos os dias, trocaram mensagens, e saíram no final de semana seguinte, tudo foi mágico, ele levou ela até o cinema, na saída do filme o celular dele toca e ele na maior cara de pau atende: “Oi amor como você está?”, como toda mulher que se preze ela foi perguntar quem era no telefone, e ele disse: “Minha namorada”, você amiga que está agora lendo este post deve ter pensado no que faria em tal situação, que iria desde dar um tapa na cara do individuo até xingar ele e todas as gerações dele, mas não, ela ficou quieta, ele vendo isso explicou que já estava terminando com a ela, e que queria mesmo era ficar com ela. E assim nasce mais um relacionamento torto.

Depois de um tempo essa mesma colega veio me dizer que estava com problemas em seu relacionamento e veio me pedir ajuda, perguntei quais eram os problemas então ela me disse: “Sou ciumenta demais, tenho medo que meu namorado saia com outras mulheres, por isso fico o tempo todo em cima, e isso tem desgastado nossa relação”, sobre isso eu lembrei a circunstância que o relacionamento dela e dele começou.

Pois bem, uma coisa é certa, certas coisas estão destinadas ao fracasso desde o seu começo, se um relacionamento começa de uma traição, ou começa de uma mentira, é 98% de certeza que ele não dará certo, por isso, um conselho pessoal meus leitores, se dêem ao valor, muitas vezes pensamos que podemos mudar algo que começou de um erro, podemos consertar porque ainda está no início, mas as estatísticas estão contra nós nessa situação. E sempre tenha em mente: “Não vou começar algo assim, a vida me dará chances de começar certo”.

“Se a base de um edifício começa torta, com o tempo ele irá desmoronar” – Philippe Carvalho

Os desenhos animados ensinam muito!

Em 1940 o artista Walter Lantz criou o personagem Pica-Pau (Woody Woodpecker). O personagem foi uma das sensações durante a década de 50. Inicialmente ele passava no cinema e era exibido em matinês nos domingos. O personagem em si, provocava confusões, sacaneava com todos os outros personagens e no final saia rindo da situação. Walter Lantz lançou curtas-metragens do personagem até 1971, quando fechou em definitivo o seu estúdio. Posteriormente em 1999 o personagem seria comprado pela Universal Studios, onde seria relançado como “The New Woody Woodpecker Show” ou “O novo show do Pica-pau”, não tendo o mesmo sucesso nos EUA e nos outros 40 países em que foi lançado foi cancelado em 2003. Apesar disso o Pica-Pau é o único personagem de desenho animado a ter uma estrela na calçada da fama.

O pássaro Pica-Pau tem um comportamento parecido com o personagem do desenho. Sendo um pássaro que não constrói seu próprio ninho, ele rouba o ninho de outros pássaros, primeiramente ataca a mãe e depois mata os ovos e os filhotes, aí sim coloca e choca seus ovos. Quantas pessoas hoje em dia têm o mesmo comportamento para relacionamentos? Quantas pessoas preferem destruir o relacionamento alheio ao invés de começar um novo?

Infelizmente ás vezes eu sou forçado a lidar com a parte ruim dos relacionamentos. Em São Paulo nós usamos a gíria “Talarico”, para designar aquele que fica com mulheres ou homens que são compromissados. Mas porque será que existem tantas pessoas assim hoje em dia? Por que será que as pessoas não podem tentar começar um relacionamento com alguém solteiro?

Você minha leitora, claro que quem namora sério já passou por um ou dois momentos ruins no relacionamento, e tem sempre aquele individuo que você sabe que é afim de você ali para tentar lhe “consolar”. Quando ele descobre que o seu relacionamento vai mal, ele cria toda uma estratégia de marketing pessoal, se arruma mais, faz questão de demonstrar atenção para tudo o que você faz, se mostra compreensivo e carinhoso, e você como humana normal é claro que vai ficar balançada! E eu não lhe culpo por isso, acho que temos que ter muita força de vontade para não cometermos o erro de trair quando o relacionamento vai mal.

A psicologia descobriu que pessoas que insistem em se relacionar com alguém compromissado partem do principio de “A grama do vizinho é mais verde”, ele acha que pelo fato da pessoa namorar, ou estar casada, ele já passou por um “controle de qualidade”, ou possui algumas características especificas especiais, e por isso, ele insiste em tentar destruir o relacionamento para conquistar a pessoa.

Eu condeno tal prática de forma veemente! Não se deve quebrar a aliança feita entre duas pessoas somente porque você não consegue achar coisa melhor no mercado. Eu sinceramente detesto talarico, respeito é muito bom! E eu gosto! Se você conhece alguém assim fale o seguinte para ele: “Um dia pode ser você o cara a ser traído!”, se você é assim só tenho uma coisa a te dizer: “Cuidado, você nunca sabe quando pode ser a sua vez.

“Tome cuidado com seus atos, porque na vida, tudo o que vai, volta…sempre!” – Philippe Carvalho

Espero que vocês tenham gostado do meu post indignado de hoje, e eu quero ouvir sua opinião sobre isso.

Sexta-feira Santa e Salmão

Ao conversar com uma amiga católica nesta sexta-feira “santa”, estávamos falando sobre o salmão, peixe saboroso, que eu como cru, cozido, frito ou assado. Então vamos falar desse nobre peixe, o salmão canadense (salmo salar) por exemplo, um nobre peixe que em determinada época da sua vida vem da água salgada para o rio onde nasceu, nada contra a correnteza, para chegar até um ponto perto da nascente, para poder depositar seus ovos, o caminho não é fácil, muitos morrem, ou são pescados, ou devorados por seus inimigos naturais. Porém o esforço desse peixe da continuação a sua espécie. E a pergunta que eu me faço é: Vale a pena o esforço? Vale à pena nadar o tempo todo contra a corrente?

Minha resposta: Não só vale, como é a razão da minha vida!

Durante muitas vezes na minha vida eu já fui chamado de “do contra”, “quadrado” e até “antiquado”, pois eu sou do tipo que vai contra a corrente, e posso dizer com certeza vale a pena ser assim, enquanto a corrente social atual prega que todo relacionamento é descartável, eu sou do tipo que acredita que os relacionamentos são como o bonsai, devem ser bem tratados para que tenham raízes fortes, fazendo com que eles cresçam bonitos, e assim possam ser admirados e não para que chamem a atenção ou sejam ostensivos. E ir contra isso não é fácil, pois assim como o salmão nós os Aquele seu amigo Ursochamados “good-old-boys”, também temos nossos inimigos naturais, porém ao invés de um urso pardo canadense, é aquele colega de trabalho que insiste que na sexta-feira depois do trabalho você vá com ele para um prostibulo, e não adianta você dizer que namora, que é casado, eu já tive até que ouvir o famoso: “O problema é dinheiro? Eu pago!”, ou ao invés da águia-de-cabeça-branca que mergulha para pegar o pobre salmão durante o seu nado, é aquela mulher super provocante do seu trabalho que mesmo sabendo que você é um cara compromissado insiste em dar em cima de você, e não se contenta ao receber um “não”, na verdade toma isso como desafio, e não se dá por contente enquanto você não sai com pelo menos para almoçar com ela.

E não pensem que são somente os homens quadrados que vivem isso… você mulher nunca teve uma amiga que te incentivou a largar seu namorado/noivo/marido em casa e sair para a balada para ficar com um cara sem compromisso? Esse é o tipo de amiga “ursa“, aquela que fala: “Que isso querida, é só para se divertir, não é traição porque não envolve sentimento…”, CARAMBA! É claro que envolve sentimento, ou você acha que a pessoa que foi Ele finge que isso é normaltraída não vai se magoar com isso, se fosse você não envolveria sentimento? Envolve sentimentos sim, e traição de qualquer forma é errado, faz mal e só traz prejuízo para o relacionamento, em outra situação, nunca aconteceu daquele cara bonitinho da academia ficar dando em cima de você? Sabe aquele que quando te vê faz questão de mudar para o aparelho logo ao seu lado? Sabe aquele que quando vai para a esteira do seu lado, faz questão de tirar a camiseta e mostra o abdômen sarado? Esse é o tipo que quer te dar uma carona para casa depois da malhação, ou te levar para comer alguma coisa “naquele restaurante super legal que ele conhece”.

O mundo para os “quadrados” é difícil, e muitas vezes agente se cansa… você cansa de ser o cara certinho que pede em namoro e depois é traído, ou você se cansa de ser a moça direita que respeita seu parceiro e não trai ele por nada, quando descobre que ele te trocou por aquela loira tingida de calça legging (nada contra as loiras foi só um exemplo ok?), fica em prantos e resolve se fechar para balanço, mas vamos aprender algo com o salmão, o caminho que ele faz em sua vida, apesar dos perigos, apesar do cansaço ou da viagem dura, tem como objetivo a continuidade da sua espécie. Que conceitos você quer passar para as gerações futuras? Porque acredite se você não deixar um legado, a TV e o cinema o farão e agente já viu no que isso dá.

“A estrada para construir um legado não é fácil, mas ela existe para que esse legado se torne duradouro” – Philippe Carvalho