Ford e a linha de montagem dos relacionamentos

No início do século XX, o Americano Henry Ford, começou a popularizar o modelo de produção conhecido como “linha de montagem”, ele consistia em um esteira composta de vários postos de trabalho, cada um representava uma etapa na produção de um produto. Henry Ford aplicou este modelo para construção de um dos modelos de carros da sua empresa, o Ford T, na primeira etapa da linha da montagem, eram montadas as rodas, depois o chassis, motor e assim por diante até que o carro esteve terminado e pronto para ser estocado.

Desta forma Ford conseguiu impulsionar sua produção pois fazia com que mais unidades fossem produzidas por dia, devido ao tempo economizado em cada etapa. Este modelo de produção ainda é muito utilizado hoje, inclusive é o modelo padrão empregado na fabricação de componentes eletrônicos na China e em outros países asiáticos.

Quando muitas empresas começaram a utilizar este modelo de produção, se viu que muitas vezes uma etapa ou outra era pulada pelo trabalhadores, fazendo com que muitas peças com defeitos tivessem que ser jogadas fora. Dessa forma que nasceu o controle de qualidade, que tem a função de verificar se todas as etapas estão sendo seguidas, a fim de evitar o desperdício de tempo e dinheiro.

Nos relacionamentos é responsabilidade do casal efetuar este controle de qualidade, para evitar prejuízos, principalmente sentimentais.

Aumenta a cada dia o número de pessoas que se casa cedo, e acredite quando eu digo que não acho isto errado, o que me preocupado é que muitos casais tem pulado etapas importantes de um relacionamento. Por exemplo, ás vezes são necessários anos para que se possa conhecer de verdade alguém, e isso está intimamente ligado ao sucesso do relacionamento, como você pode dividir, uma casa, uma vida e até mesmo um banheiro com alguém que você não conhece?

E como você pode contar com alguém que você não conhece? Como pode saber se ele ou ela vai estar lá quando você precisar, porque qualquer pessoa sabe que todo relacionamento tem altos e baixos.

No final, eu entendo alguns do motivos que levam as pessoas a se casarem desta forma, o medo de ficar sozinho é um deles, ou a ânsia por sair da casa dos pais e a até mesmo a ilusão de que os problemas que o relacionamento possui sejam resolvidos depois do casamento. Se o seu motivo está entre estes que eu listei, pare um pouco, repense, e se for o caso espere mais um pouco, porque quando um casamento dá errado as marcas chegam a permanecer por anos.

“Se o casamento é uma decisão para vida, não comprometa sua vida tão rápido” – Philippe Carvalho

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O airbag e a segurança nos relacionamentos

Chegou aquela hora na sua vida adulta onde você precisa tomar uma decisão difícil… comprar um carro! Você quer algo bonito, que combine com o seu estilo, mas também quer algo que dure. Na hora de escolher os opcionais, você decide pagar até R$ 2 mil reais a mais para ter um airbag no carro, porque quando se está nessa hora você pensa: “Vai que…”.

O airbag ainda é um opcional de luxo nos carros, a maioria dos modelos considerados populares não vem com ele, mas mesmo assim as pessoas querem, depois do ar condicionado ele é o opcional mais vendido. Por quê? Porque gostamos de olhar para frente e nos sentirmos seguros, mesmo que talvez nunca tenhamos uma batida com força o suficiente para abrir o airbag ficamos felizes de pagar a mais.

Analisando a história da humanidade nós sempre gostamos de ter a sensação de segurança, civilizações inteiras foram contruídas com esse propósito.

Então porque isso deveria ser diferente no seu relacionamento?

Buscamos muitas coisas naquela pessoa que está com a gente, mas na verdade todas as qualidades, os traços de personalidade são interpretados de uma mesma forma, você simplesmente quer se sentir seguro com quem você está.

Não existe sensação melhor do que a de saber que se pode contar com o seu parceiro, mas é claro que nos relacionamentos assim como o airbag, segurança não é um opcional de fábrica. Deixe-me explicar.

Quando procuramos alguém para nos relacionarmos, pensamos em vários critérios, como por exemplo aparência, crença e até gosto musical, mas quantas vezes você se perguntou: “Se eu tiver um problema será que posso confiar nessa pessoa?”, ou até mesmo “Será que essa pessoa vai aceitar minhas neuras?”.

O que muitas pessoas não entendem é que muitos relacionamentos, mesmo que com o menor número de afinidades possível pode dar certo, porque um pode sempre contar com o outro, eu já disse aqui, que o relacionamento deve ser um Oasis, um lugar protegido onde você posso encontrar descanso, é péssimo estar em um relacionamento e ter que esconder os seus problemas da outra pessoa, porque isso vai minando aos poucos a relação.

 Então na dúvida, escolha alguém que te dê segurança, porque vai que…

 “Seu parceiro deve ser sempre alguém para quem você possa correr e não alguém de quem você deve correr” – Philippe Carvalho

“My dear, there’s been a change of plans…”

“ No Ensino Médio, ele era um Bad Boy, e ela se apaixonou por ele exatamente por causa da postura de não ligar para nada na vida, ele mal se formou, senão fosse pelo pai nunca teria prestado vestibular, no primeiro ano ia em todas as festas, e voltava bêbado, com ela guiando o carro, achando que seu namorado era a pessoa da sua vida. Um dia depois de quase 3 anos juntos, juntos sim, porque ele nunca pensou em pedi-la em namoro, ele a pediu em casamento, ela se sentiu no céu, porque para ela, ela ia se casar com o homem da vida dela.

Ele teve que arrumar um emprego, virar uma pessoa responsável, porque senão não teria como bancar um casamento, começou em um estágio e em 2 anos já era supervisor, agora ele não ia mais para festas e nem bebia durante a semana, se limitava a ir para o cinema ou a algum restaurante. Quando completaram 5 anos, exatamente 3 meses antes do casamento, ela terminou com ele, falou que ele tinha mudado e que ela não reconhecia mais o homem da vida dela. “

Ninguém é a mesma coisa o tempo inteiro, querendo ou não o mundo nos muda, temos que nos adaptar para que possamos sobreviver.

O que aconteceu no casal da história acima, acontece com muitos casais sem eles perceberem, pense em seu último relacionamento, pense em como a intimidade mudou a relação de vocês, ele(a) se soltava mais com você, e confessa os medos, e aí quando você se dá conta ele é uma pessoa complemente diferente.

Mas se todos mudam como fazemos para continuar juntos? Só há um jeito de continuar com alguém dessa forma, mudar também. Muitos relacionamentos não dão certo porque os casais não evoluem junto, a maturidade de ambos precisa evoluir, os objetivos também tem que evoluir.

Então se você não consegue mais enxergar no seu parceiro(a), aquilo que te encantou, talvez seja a hora de você trocar as lentes com que você vê o mundo e aproveitar para se olhar no espelho e ver se você ainda é o mesmo(a).

“Mudanças de planos fazem parte da vida, pois já que ninguém é igual o tempo todo, porque o caminho deve ser o mesmo?” – Philippe Carvalho

Chapéus e casamentos…

Chapéu, palavra que deriva do francês chapeau, acessório normalmente usado para proteger e enfeitar a cabeça. No Brasil o chapéu começou a ganhar força na moda nos primeiros anos da nossa República, um homem ou mulher de respeito nunca saia de casa sem um chapéu adequado para a ocasião.

Durante muito tempo o chapéu foi sinônimo de distinção e elegância. O Brasil chegou a importar chapéus da França e da Inglaterra, pois muitos materiais não eram encontrados no Brasil. Mas como sempre acontece a moda muda, e o que antes era especial passa a ser antiquado, e o que era item indispensável passa a ser supérfluo.

Não é só na moda que isso acontece…

Assim como usar chapéu, o casamento em si também começou a se tornar antiquado. Pense em quantos casamentos você tem ido ultimamente, aposto que quando você era mais novo as pessoas se casavam com mais frequência, as pessoas não se casam mais, elas simplesmente se juntam e com essa mesma facilidade, elas se separaram, por que será que a sociedade em geral ficou assim?

Basicamente por medo, o casamento em si é um ato de renuncia, onde o casal forma uma aliança, se tornando um. Hoje quem quer renunciar a algo por amor? E não falo de amigos e família, falo de renunciar a todas as possibilidades, a todos os flertes, só por amar alguém, falo em renunciar ao egoísmo, pois existe outra pessoa e vocês são um, e se você magoa-la pode até não estar vendo, mas está magoando a si mesmo, e hoje todo mundo tem medo de se machucar.

As pessoas preferem de longe algo prático, pois no caso de não dar certo é só cada um pegar suas coisas e ir embora. Não digo que renunciar seja algo fácil, pois não é, requer tempo e muita prática, e é por isso que as pessoas não podem simplesmente pegar as suas coisas e se juntarem, elas devem se conhecer, devem conviver e depois se ainda se amarem ficar juntas para sempre, pois é isso que o casamento significa.

Espero do fundo do meu coração que assim como os chapéus de feltro voltaram a moda, os relacionamentos duradouros também voltem.

 

“Só temos medo de renunciar por causa do amor, porque muitas vezes não sabemos como a contra partida é boa” – Philippe Carvalho


*Video e assunto em homenagem a minha sempre especial @luanagalmeida

Hippies, reclamações e Dia dos Namorados

Os anos 60 foram marcados pela mudança da sociedade e pelas idéias de Paz e Amor, trazidos pelas comunidades Hippies. Os hippies viviam em comunidades e faziam uso exagerado de drogas e psicotrópicos pesados, eram conhecidos pela emancipação sexual, a prática de nudismo e a adoção de religiões como budismo e o hinduísmo. O movimento hippie não deu certo, apesar de ter tido grande participação nos anos 60 e 70 ele terminou com a chegada dos anos 80. Mas porque será que ele terminou? As idéias não eram fortes o suficiente? As pessoas não se convenceram? Não, ele deu errado pois não se vinculava a realidade.

O movimento Hippie não deu certo pois não visava tentar mudar a sociedade, mas sim ignorá-la, o movimento se fechava em comunidades no interior e se distanciava do mundo. Quantas vezes você já não se distanciou da realidade quando o assunto é o coração?

Hoje é segunda-feira, o dia dos namorados ficou para trás, e no sábado você solteiro estava bravo, irritado e alguns até choraram, pois estavam sozinhos, então vemos aquele movimento no Twitter, no Orkut e Facebook, de pessoas xingando o dia dos namorados, chamando de data comercial. E você sabe por que essa sua reclamação não vai dar em nada? Porque ela está longe da realidade, é muito fácil olhar e dizer: “Maldito seja o dia dos namorados!”, mas o que você fez do dia dos namorados do ano passado para este para mudar seu status? Você investiu em algum relacionamento sério? Você se esforçou para que o seu antigo relacionamento desse certo? Ou simplesmente fez igual a este sábado, e ficou apenas reclamando?

Como eu disse no twitter, eu detesto pessoas pessimistas, o pessimismo é uma postura de quem desistiu de lutar.

Todo anos temos o mesmo movimento de solteiros revoltados, no ano passado eu lembrei que postei que um amigo meu escreveu no Nick do MSN: “F*** O dia dos namorados!”, e como eu disse no ano passado: “Os judeus não comemoram o Natal, e nem por isso você vê eles dizendo: F*** o Papai Noel!”.

Então se você passou o sábado reclamando, perdeu uma ótima oportunidade de sair e conhecer alguém, não sinta raiva do dia dos namorados, e de quem namora, lembre-se que ano que vem pode ser você a passar esse dia com alguém, trabalhe para mudar o seu status de solteiro, se tiver problemas, me mande um e-mail, eu tenho sempre alguém para apresentar.

“Sentir raiva da felicidade de alguém é a postura de quem sente raiva de si mesmo e não consegue mudar” – Philippe Carvalho

Coulomb e a lei da atração…

Em 14 de junho de 1736 nascia o físico francês Charles Augustin de Coulomb, vindo de família rica Coulomb estudou na prestigiada Collège des Quatre-Nations, engenheiro por formação ele publicou 7 tratados sobre a Eletricidade e o Magnetismo. No ano de 1783 ele publicava o seu tratado mais importante sobre o magnetismo, este tratado posteriormente seria conhecido como a “Lei de Coulomb”. Esta lei trata da atração magnética entre dois corpos eletricamente carregados. De forma bem sintetizada está lei diz que:

“A força entre dois corpos será atrativa se os mesmos tiverem cargas opostas, e será repulsiva se eles possuírem carga de mesmo sinal”.

Aprendemos na escola que “os opostos se atraem”, mas será que o mesmo vale para os relacionamentos? Ao contrário da 3ª lei de Newton, que também pode ser aplicada aos relacionamentos, a Lei de Coulomb deve ser analisada de forma mais fria.

Estamos acostumados a ouvir que os opostos se atraem, e vemos por aí exemplos disso em inúmeros relacionamentos, mas será que um relacionamento com alguém completamente diferente de você pode dar certo?  De início sim, tudo é descoberta e surpresas, muitas vezes você abre os olhos para um universo completamente diferente do seu. Mas isso não se mantém assim para sempre, tentar gerenciar um relacionamento com uma pessoa que age e pensa de forma diferente de você vai gerar um desgaste grande, às vezes, a atração é bem forte, porém o relacionamento será marcado por discussões e atritos provenientes da personalidade de cada um. O mesmo vale para a segunda parte da Lei de Coulomb, pessoas que tendem a pensar de forma muito igual sobre tudo, tem um relacionamento marcado pela inércia, a ausência de um ponto de vista diferente torno o relacionamento no mínimo monótono, o casal concorda sobre tudo, gosta das mesmas coisas e no fim se fecha dentro de uma bolha, o relacionamento passa anos sem progredir e inevitavelmente termina devido a rotina na qual ele cai.

Então você perguntar “Mas Tio Lobo, se vai dar errado com alguém igual e errado com alguém diferente, eu faço o que? Compro um gato e esqueço de namorar?”, de forma alguma! A Lei de Coulomb fala que todo corpo que possui ambas as cargas, negativas e positivas em igual intensidade é considerado neutro. Temos que ao procurar um parceiro para nos relacionar buscar alguém que seja um pouco diferente mas que tenha alguns pontos iguais. Então a curto prazo procure, alguém que tenha o mesmo nível de maturidade que você, que goste das mesmas músicas e dos mesmos lugares, mas sempre busque alguém que possa durante o relacionamento te acrescentar algo.

Volto a dizer mais uma vez, eu sempre pensei que um relacionamento tem que sempre nos acrescentar algo, e nos fazer feliz, então pense comigo, um relacionamento marcado por discussões provenientes de pontos de vistas opostos não é bom, e um relacionamento monótono muito menos, sendo assim, busquem a neutralidade em um relacionamento, porque ao contrário do que Charles Coulomb pensava, a neutralidade também gera atração.

“Sempre iremos ser atraídos pelas qualidades de alguém, mas amaremos verdadeiramente seus defeitos” – Philippe Carvalho

Decepção e Copa do Mundo…

No ano de 1950, o Brasil tinha um dos melhores times de futebol da história, a escalação do técnico Flávio Costa, já tinha arrancado elogios e o Brasil chegou a se classificar em primeiro lugar na chave da Copa Do Mundo. Então estávamos em nossa situação habitual, o Brasil era mais uma vez favorito na copa do mundo. Porém, como todo mundo já sabe: “O futebol é uma caixinha de surpresas!”. A seleção canarinho perdeu para o Uruguai por 2X1 em pleno Maracanã, que havia sido construído especialmente para a Copa do Mundo. No Rio de Janeiro, chegaram a fazer o enterro simbólico do técnico da seleção, a expectativa de mais um título não havia sido correspondida. E quando nos nossos relacionamentos uma expectativa não é correspondida?

Sempre que uma relação começa, nós geramos expectativas sobre ela, o que devido a sermos humanos é extremamente normal, mas quantas vezes você não se decepcionou quando alguém ficou não correspondeu as suas expectativas?

A minha dica para evitar isso é bem simples: “Não idealize seu relacionamento!”, não existe relacionamento ideal, por mais parecido que o casal venha a ser, por mais esforçado que as duas das partes sejam, sempre vai haver diferenças, a palavra “ideal”, deriva da palavra “idéia”, ou seja, só é perfeito nos nossos pensamentos. Na vida real podemos ter sim expectativas, mas devemos pensar que talvez em algumas coisas seja impossível para a outra pessoa alcançar, talvez ela não se cuide tanto quanto você gostaria, ou talvez não seja tão romântico quanto deveria. Mas tudo isso faz parte do que ela é. Eu li uma vez um livro que dizia que nós podemos nos apaixonar pelas qualidades de alguém, mas começamos a amar essa pessoa pelos seus defeitos.

Então pare um pouco e pense com o Tio Lobo, será que você não esta se decepcionando porque esta procurando alguém ideal? Será que os seus padrões não estão muito altos?

Faça uma avaliação pessoal, será que você não está cobrando algo do seu parceiro que ele não pode lhe dar? Eu já cometi este erro, já cobrei das pessoas padrões altos demais, e só consegui me magoar. Existe um ditado chinês que diz: “Não cobre de um sapo que ele  comece  a voar, porque por mais que ele tente, nunca irá poder mudar sua natureza”. Guardadas as devidas proporções pense até onde o outro pode mudar, e até onde você pode cobrar. E no mais, tente sempre compreender o outro, se coloque no lugar do seu namorado(a), é sempre bom ver o lado da pessoa amada.

“Nunca cobre dos outros os padrões que você cobra de si mesmo, as vezes, as asas deles não são tão grandes quanto as suas” – Philippe Carvalho