Vendas e relacionamentos

Com advento da televisão e sua popularização nos lares brasileiros, ficou cada vez mais arcaico o uso pelas empresas de vendedores que vão de porta em porta, o que era muito comum na década de 50 e 60. Não foi só a forma de vender que mudou, os produtos mudaram, antes feitos para durar a vida toda,  a maioria das coisas hoje em dia foi feita para ser consumida e substituída, e de preferência em um curto espaço de tempo, para que as empresas faturem mais, porque é assim que o capitalismo funciona.

Não só o modo de vender produtos que mudou, o modo como as pessoas se vendem também, antes o que chamava a atenção para uma mulher, era sua educação, seu bom gosto e a forma como ela se portava, hoje no entanto as coisas mudaram, mas será que foi para melhor?

 

Sou do tipo de pessoa que acredita na idéia atrasada que uma mulher deve ser sensual, mas sem ser sexy, porque sim, existe diferença. Ser sensual é estimular a atração de outra pessoa sem a necessidade de alusão ao sexo ou ato sexual. Já ser sexy é fazer uso de estimulos visuais buscando a excitação ou ato sexual.

 

A mídia tem ajudado a disseminar que a mulher que se dá bem, que chama atenção é a mulher “gostosa”e não a mulher inteligente ou sensual. Na TV a maior parte dos programas de auditório possui ao menos uma mulher com corpo esculpido na academia e siliconado, a mídia tem dado cada vez mas atenção para este tipo de mulher, ontem o G1 postou uma entrevista com um grupo de “piriguetes”, onde elas ensinam  o básico e falam até dos tipos de piriguetes.

E antes que falem que este movimento já é antigo e vem lá da época da Gretchen, hoje as mulheres lotam as academias para ficarem “gostosas” e chamarem a atenção na balada, se vestem com roupas cada vez mais curtas porque hoje é o que chama a atenção.

Mas você garota não se engane por mais que você chame atenção por onde passa e gere comentários essa atitude não vai te classificar como “mulher para casar”, e no fim as pessoas que você vai atrair vão estar interessadas literalmente no que você está vendendo. E você será um produto a ser cobiçado, usado e substituído.

“Uma superfície que chama muita atenção, atrai somente pessoas superficiais” – Philippe Carvalho

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4 comentários sobre “Vendas e relacionamentos

  1. Philippe, suas reflexões são ótimas!!
    Na adolescência eu sofri muito porque a natureza não me deu um corpo escultural, então eu não tinha recursos para competir com as mulheres “gostosas”.
    Hoje sou grata por isto, pois tive que desenvolver outros atributos, o que me fez uma mulher de conteúdo, de valores sólidos, de virtudes que talvez não pudesse adquiri se continuasse iludida com a superficialidade da beleza externa.
    Hoje tenho consciência de que o importante é cultivar valores que o tempo não pode destruir.
    Parabéns pelo post…
    É uma pena eu não ter encontrado um rapaz com seus valores, na minha adolescência. Fiquei refém da mídia durante longos anos, e só me libertei agora, que sou uma mulher madura.
    Abraços,
    Dilti

    • Dilti, imagina como as adolescentes sofrem hoje, se vestem com roupas cada vez mais curtas em uma tentativa de se auto-afirmar e buscar aprovação e quando isso não é o suficiente começam a manter relações sexuais cada vez mais cedo, tudo isso para se diferenciar e chamar a atenção.

  2. Tenho a impressão que essa juventude da próxima geração, vão se tornar pequenos narcizistas. Meninas querendo se tornar “periguetes”, postam fotos em poses escandalosas, meninas, meninas de 11 anos. Nessa idade eu estava brincando de barbie, pokemon sei lá…
    Não dá pra nega que a internet e a mídia bombardeia muito com sensualidade, principalmente feminina, meninos novos gostam e muito de tudo isso, (perai não só os meninos novos gostam, homems baboões também) então pra chamar atenção, meninas quase mostram tudo.

  3. Sei que não faz bem ficar se preocupando com tudo o que os outros vão pensar, mas essas piriguetes exageram muito.
    Uma parte da reportagem do G1 me chamou muito a atenção:

    “Sonhamos em nos casar, sim. Mas a periguete tem que ter a própria casa, para quando se separar não ter que voltar para casa da mãe. Hoje em dia até as periguetes têm que ser independentes. Tem muitas por aí que só saem de casa com o dinheiro da passagem de ida no bolso e procuram homem para levá-las de volta.”

    Pensam em casar, mas antes de tudo pensam que vão se divorciar? Que tipo de relacionamento sério elas conseguem ter?

    Sem comentários…

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