Calmaria e relacionamentos

Nós fomos colonizados em um período que ficou conhecido como “As grandes navegações”, este período durou do começo do século XV até o começo do século XVII. Sempre que leio sobre este período fico espantando com a coragem destes marinheiros, pois se formos parar para pensar era muito mais seguro ficar em terra seca, mesmo que o desejo por trás das navegações fosse pura e simplesmente lucro, era necessário muita coragem para encarar uma viagem intercontinental, em uma caravela, ou nau, sem equipamentos de navegação precisos. Pensem nos perigos, correntes marítimas fortes demais, tempestades, falta de água potável, doenças.

Mas o que um marinheiro temia mais do que uma tempestade, era uma calmaria. Em um tempo onde os barcos eram movidos pelo vento em suas velas, uma calmaria podia significar além de um aumento no tempo de viagem, um gasto de recursos maior, a tripulação comia mais, bebia mais água, e com o tempo nem o racionamento destes recursos resolveriam o problema. Existem relatos de pessoas, tripulações inteiras, que pegaram febre do mar, ou febre da calmaria, e mataram os companheiros por causa de água ou comida. No final a calmaria era inimiga mais temida de uma expedição bem sucedida.

Nos relacionamento isso também acontece, todos nós sabemos que um relacionamento com brigas é ruim, faz mal, machuca e magoa, mas e um relacionamento onde nada acontece?

Muitos casais não brigam para não acabar com a paz no relacionamento, mas isso faz com que fiquem cheios de questões que nunca são resolvidas. Enquanto ambos tentam se convencer de que não discutir e não brigar é o melhor para o relacionamento, os problemas vão silenciosamente acabando com a reserva de afeto e paciência que existe em ambos, e uma hora existe a necessidade de terminar o relacionamento, e só neste momento que muitas vezes os problemas que ambos vinham guardando vem a tona.

A situação piora e muito quando um está esperando que o outro descobrir por si só a necessidade de mudar ou conversar, você já deve ter ouvido alguém falar isso: “Não vou falar nada, vou esperar ele(a) se tocar sozinho(a)”.

O problema é que em 90% das vezes o outro não vai se tocar sozinho, porque para a maioria das pessoas, se não há critícas é porque ela está no caminho certo.

Então pense bem, vale a pena ficar em silêncio e ver seu relacionamento afundar antes de prosperar? Converse, discuta, mas que seja algo produtivo, não que seja para culpar ou ofender, mas para ensinar e melhorar assim o relacionamento.

“O orgulho e o medo foram e sempre serão os piores inimigos de um relacionamento, não deixe eles esvaziarem suas velas”- Philippe Carvalho

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