Maquiagem e relacionamentos

Depois de começar a conviver com a senhorita Juliana Esgalha (@jubalinha) e ler o blog da senhorita Ninetz (@ninetz), comecei a pensar o porque das mulheres e afins, se especializarem tanto no uso de maquiagens. Vagando por aí li que no começo a maquiagem tinha a função de auxiliar artistas circenses a caracterizar seus personagens melhor, mais tarde na Europa os homens e mulheres começaram a usar a maquiagem para encobrir imperfeições na pele, comuns em uma época onde tinha que se tomar banho com água suja, ou enfrentar a peste e o inverno.

Hoje em dia a maquiagem também serve principalmente para ressaltar a beleza feminina, e algumas vezes para esconder aqueles pequenos defeitos, que somente as mulheres reparam. Usando esta analogia, quantas pessoas hoje maqueiam seus relacionamentos?

Vou explicar, todos nós temos problemas em nossos relacionamentos, e se não temos talvez isso seja um problema (falo mais disso depois essa semana), muitas pessoas ao invés de assumirem que tem problemas e trabalharem para resolvê-los, passam uma camada grossa de base e primer.

Se isso é saudável? Com certeza não, o que acontece é que isso é mais fácil, pense em todo o tempo e conversa que serão gastos para tratar os problemas em um relacionamento, pense no esforço necessário para corrigir um mau hábito, ou os defeitos que magoam o outro. E como somos humanos, prefirimos o caminho mais fácil, escondemos o problema, e com isso criamos uma magoa forte no coração da outra pessoa.

Então em um belo dia, uma das duas partes resolve terminar com tudo, e você não consegue entender o que houve de errado, vai ver a pele deste relacionamento estava totalmente rachada por baixo, com marcas ou com uma série de hematomas.

A moral da história é: “Se você acredita que aquela pessoa que está com você vale realmente a pena, lute para que as coisas entre vocês fiquem bem, não ignore os problemas, não esconda as mágoas. Porque no final isso não leva a lugar nenhum”.

“Boa parte do conceito de amar, está no fato de não precisar esconder o que se sente do outro” – Philippe Carvalho.