Redbull e os estimulantes sentimentais

O Red Bull é uma bebida energética não álcoolica, e se destacam na sua composição a Caféina e a Taurina, apesar do sucesso no Brasil só ter começado a partir do ano 2000, a bebida foi descoberta na Tailândia em 1984 pelo empresário austríaco Dietrich Mateschitz, como a bebida já era um sucesso no país, Dietrich resolveu levá-la para a Europa. Devido ao fato da bebida ser nova e desconhecida Dietrich teve que esperar 3 anos pela aprovação para que pudesse começar produzir e vender o Red Bull. Hoje o Red Bull é vendido em mais de 140 países, e chegam a ser produzidas, mais de 3 bilhões de latinhas por ano.

 

Se você já provou Red Bull alguma vez, sabe que apesar da quantidade de açúcar na fórmula o gosto é bem ácido, sendo assim, porque ele é consumido em tão larga escala? Simples, por se um estimulante, hoje um latinha com 250 ml, corresponde a quantidade de cafeína presente em 6 xícaras de café. E isto mostra algo interessante sobre o comportamento dos seres humanos.

Muitos relacionamento assim como Red Bull são ácidos, existem brigas, discussões e mágoas, e olhando de fora pensamos: “Se está assim? Porque continuar?”, e a resposta é bem simples, quem está no relacionamento acha isso estimulante.

Eu sei, pode parecer estranho para a maioria de vocês, mas existem pessoas que não gostam de relacionamentos “parados”, para eles um relacionamento deve ter brigas, problemas e discussões, o relacionamento deve ter momentos de crise, porque isso os estimula. Provavelmente em algum momento na vida amorosa, essas pessoas se condicionaram a pensar que relacionamentos precisam ser complicados e cheios de problemas e encaram isso hoje como normalidade.

Sou da opinião que cada um deve ser feliz em seu relacionamento da forma que melhor desejar, mas tudo tem suas consêquencias. Um relacionamento assim desgasta mais ambas as partes, e por mais feliz que seja fazer as pazes isso também se torna uma rotina, e pior, uma rotina desgastante.

A única forma de resolver este tipo de coisa é o casal entender que em determinado momento estar bem, significa resolver os problemas sem grandes dramas, que cada briga ou discussão não pode virar um crise. Seguindo ainda o exemplo acima, até o Red Bull depois de um tempo deixa de ser um estimulante, e se consumido em grande quantidade, pode causar a desidratação e arritimia cardíaca.

Então caso seu relacionamento se enquadre neste modelo, para e pense se daqui a alguns anos você vai querer manter essa rotina.

“Que seu estimulo seja ver o outro feliz e não pedindo desculpas”- Philippe Carvalho

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Ditadores Sentimentais

Muammar Abu Minyar al-Gaddafi nasce em Surt, em 7 de junho de 1942 e morreu em 20 de outubro de 2011. Em 1969 durante o governo de Idris I, tropas revolucionárias compostas de diversos coronéis, comandados por Mahmud Sulayman al-Maghiri invadiram Tripoli, capital da Líbia, e forçaram o rei a renunciar.

Com a queda do rei Idris I, Mahmud sai de cena e em seu lugar assume como regente da nação o Coronel Gaddafi, ele declara ilegais bebidas alcoolicas e jogos de azar e revoga a constituição de 1951, publicando uma nova constituição baseada em suas ideologias politícas. Para se manter no poder, Gaddafi além de efetuar prisões e execuções, ainda patrocinava grupos terroristas anti-americanos e anti-semitas.

Como caracteristíca principal em seus discursos Gaddafi antes de sua queda, ele falava que tinha certeza que era amado por seu povo, apesar de muitos líbios o considerarem um ditador sem escrúpulos.

Ditadores são homens que tomam todo o poder de decisão para si, e podem acreditar existem pessoas assim nos relacionamentos também.

Ditadores sentimentais, são comuns na maior parte dos relacionamentos, eles tomam o poder de forma silenciosa, começam aos poucos e quando se vê estão tomando todas as decisões sem consultar a outra parte, decidem para onde sair, quando e até como a outra pessoa deve agir e se vestir.

O ditador sentimental acredita estar fazendo o que é melhor para ambas as partes, na cabeça dele ou dela, alguém tem que assumir a responsabilidade de conduzir o relacionamento.

O problema é que este tipo de comportamento egoísta é mais destrutivo do que construtivo. Ninguém gosta de receber ordens, principalmente de alguém que deveria dividir igualmente as responsabilidades do relacionamento com você. O parceiro começa a se sentir oprimido no relacionamento, sem poder tomar alguma decisão por conta próprio sem começar uma guerra civil. E quando a situação se torna insustentável ou quando o amor próprio fala mais alto, o ditador é deposto mais rápido do que assumiu o poder.

Por isso procure sempre saber a opinião do outro, não só para dividir a responsabilidade, mas para mostrar que os sentimentos dela também são importantes.

“Em um relacionamento o poder de decisão nunca deve ser mais importante do que o sentimento entre ambos” – Philippe Carvalho

Ford e a linha de montagem dos relacionamentos

No início do século XX, o Americano Henry Ford, começou a popularizar o modelo de produção conhecido como “linha de montagem”, ele consistia em um esteira composta de vários postos de trabalho, cada um representava uma etapa na produção de um produto. Henry Ford aplicou este modelo para construção de um dos modelos de carros da sua empresa, o Ford T, na primeira etapa da linha da montagem, eram montadas as rodas, depois o chassis, motor e assim por diante até que o carro esteve terminado e pronto para ser estocado.

Desta forma Ford conseguiu impulsionar sua produção pois fazia com que mais unidades fossem produzidas por dia, devido ao tempo economizado em cada etapa. Este modelo de produção ainda é muito utilizado hoje, inclusive é o modelo padrão empregado na fabricação de componentes eletrônicos na China e em outros países asiáticos.

Quando muitas empresas começaram a utilizar este modelo de produção, se viu que muitas vezes uma etapa ou outra era pulada pelo trabalhadores, fazendo com que muitas peças com defeitos tivessem que ser jogadas fora. Dessa forma que nasceu o controle de qualidade, que tem a função de verificar se todas as etapas estão sendo seguidas, a fim de evitar o desperdício de tempo e dinheiro.

Nos relacionamentos é responsabilidade do casal efetuar este controle de qualidade, para evitar prejuízos, principalmente sentimentais.

Aumenta a cada dia o número de pessoas que se casa cedo, e acredite quando eu digo que não acho isto errado, o que me preocupado é que muitos casais tem pulado etapas importantes de um relacionamento. Por exemplo, ás vezes são necessários anos para que se possa conhecer de verdade alguém, e isso está intimamente ligado ao sucesso do relacionamento, como você pode dividir, uma casa, uma vida e até mesmo um banheiro com alguém que você não conhece?

E como você pode contar com alguém que você não conhece? Como pode saber se ele ou ela vai estar lá quando você precisar, porque qualquer pessoa sabe que todo relacionamento tem altos e baixos.

No final, eu entendo alguns do motivos que levam as pessoas a se casarem desta forma, o medo de ficar sozinho é um deles, ou a ânsia por sair da casa dos pais e a até mesmo a ilusão de que os problemas que o relacionamento possui sejam resolvidos depois do casamento. Se o seu motivo está entre estes que eu listei, pare um pouco, repense, e se for o caso espere mais um pouco, porque quando um casamento dá errado as marcas chegam a permanecer por anos.

“Se o casamento é uma decisão para vida, não comprometa sua vida tão rápido” – Philippe Carvalho

Vendas e relacionamentos

Com advento da televisão e sua popularização nos lares brasileiros, ficou cada vez mais arcaico o uso pelas empresas de vendedores que vão de porta em porta, o que era muito comum na década de 50 e 60. Não foi só a forma de vender que mudou, os produtos mudaram, antes feitos para durar a vida toda,  a maioria das coisas hoje em dia foi feita para ser consumida e substituída, e de preferência em um curto espaço de tempo, para que as empresas faturem mais, porque é assim que o capitalismo funciona.

Não só o modo de vender produtos que mudou, o modo como as pessoas se vendem também, antes o que chamava a atenção para uma mulher, era sua educação, seu bom gosto e a forma como ela se portava, hoje no entanto as coisas mudaram, mas será que foi para melhor?

 

Sou do tipo de pessoa que acredita na idéia atrasada que uma mulher deve ser sensual, mas sem ser sexy, porque sim, existe diferença. Ser sensual é estimular a atração de outra pessoa sem a necessidade de alusão ao sexo ou ato sexual. Já ser sexy é fazer uso de estimulos visuais buscando a excitação ou ato sexual.

 

A mídia tem ajudado a disseminar que a mulher que se dá bem, que chama atenção é a mulher “gostosa”e não a mulher inteligente ou sensual. Na TV a maior parte dos programas de auditório possui ao menos uma mulher com corpo esculpido na academia e siliconado, a mídia tem dado cada vez mas atenção para este tipo de mulher, ontem o G1 postou uma entrevista com um grupo de “piriguetes”, onde elas ensinam  o básico e falam até dos tipos de piriguetes.

E antes que falem que este movimento já é antigo e vem lá da época da Gretchen, hoje as mulheres lotam as academias para ficarem “gostosas” e chamarem a atenção na balada, se vestem com roupas cada vez mais curtas porque hoje é o que chama a atenção.

Mas você garota não se engane por mais que você chame atenção por onde passa e gere comentários essa atitude não vai te classificar como “mulher para casar”, e no fim as pessoas que você vai atrair vão estar interessadas literalmente no que você está vendendo. E você será um produto a ser cobiçado, usado e substituído.

“Uma superfície que chama muita atenção, atrai somente pessoas superficiais” – Philippe Carvalho

Calmaria e relacionamentos

Nós fomos colonizados em um período que ficou conhecido como “As grandes navegações”, este período durou do começo do século XV até o começo do século XVII. Sempre que leio sobre este período fico espantando com a coragem destes marinheiros, pois se formos parar para pensar era muito mais seguro ficar em terra seca, mesmo que o desejo por trás das navegações fosse pura e simplesmente lucro, era necessário muita coragem para encarar uma viagem intercontinental, em uma caravela, ou nau, sem equipamentos de navegação precisos. Pensem nos perigos, correntes marítimas fortes demais, tempestades, falta de água potável, doenças.

Mas o que um marinheiro temia mais do que uma tempestade, era uma calmaria. Em um tempo onde os barcos eram movidos pelo vento em suas velas, uma calmaria podia significar além de um aumento no tempo de viagem, um gasto de recursos maior, a tripulação comia mais, bebia mais água, e com o tempo nem o racionamento destes recursos resolveriam o problema. Existem relatos de pessoas, tripulações inteiras, que pegaram febre do mar, ou febre da calmaria, e mataram os companheiros por causa de água ou comida. No final a calmaria era inimiga mais temida de uma expedição bem sucedida.

Nos relacionamento isso também acontece, todos nós sabemos que um relacionamento com brigas é ruim, faz mal, machuca e magoa, mas e um relacionamento onde nada acontece?

Muitos casais não brigam para não acabar com a paz no relacionamento, mas isso faz com que fiquem cheios de questões que nunca são resolvidas. Enquanto ambos tentam se convencer de que não discutir e não brigar é o melhor para o relacionamento, os problemas vão silenciosamente acabando com a reserva de afeto e paciência que existe em ambos, e uma hora existe a necessidade de terminar o relacionamento, e só neste momento que muitas vezes os problemas que ambos vinham guardando vem a tona.

A situação piora e muito quando um está esperando que o outro descobrir por si só a necessidade de mudar ou conversar, você já deve ter ouvido alguém falar isso: “Não vou falar nada, vou esperar ele(a) se tocar sozinho(a)”.

O problema é que em 90% das vezes o outro não vai se tocar sozinho, porque para a maioria das pessoas, se não há critícas é porque ela está no caminho certo.

Então pense bem, vale a pena ficar em silêncio e ver seu relacionamento afundar antes de prosperar? Converse, discuta, mas que seja algo produtivo, não que seja para culpar ou ofender, mas para ensinar e melhorar assim o relacionamento.

“O orgulho e o medo foram e sempre serão os piores inimigos de um relacionamento, não deixe eles esvaziarem suas velas”- Philippe Carvalho

Maquiagem e relacionamentos

Depois de começar a conviver com a senhorita Juliana Esgalha (@jubalinha) e ler o blog da senhorita Ninetz (@ninetz), comecei a pensar o porque das mulheres e afins, se especializarem tanto no uso de maquiagens. Vagando por aí li que no começo a maquiagem tinha a função de auxiliar artistas circenses a caracterizar seus personagens melhor, mais tarde na Europa os homens e mulheres começaram a usar a maquiagem para encobrir imperfeições na pele, comuns em uma época onde tinha que se tomar banho com água suja, ou enfrentar a peste e o inverno.

Hoje em dia a maquiagem também serve principalmente para ressaltar a beleza feminina, e algumas vezes para esconder aqueles pequenos defeitos, que somente as mulheres reparam. Usando esta analogia, quantas pessoas hoje maqueiam seus relacionamentos?

Vou explicar, todos nós temos problemas em nossos relacionamentos, e se não temos talvez isso seja um problema (falo mais disso depois essa semana), muitas pessoas ao invés de assumirem que tem problemas e trabalharem para resolvê-los, passam uma camada grossa de base e primer.

Se isso é saudável? Com certeza não, o que acontece é que isso é mais fácil, pense em todo o tempo e conversa que serão gastos para tratar os problemas em um relacionamento, pense no esforço necessário para corrigir um mau hábito, ou os defeitos que magoam o outro. E como somos humanos, prefirimos o caminho mais fácil, escondemos o problema, e com isso criamos uma magoa forte no coração da outra pessoa.

Então em um belo dia, uma das duas partes resolve terminar com tudo, e você não consegue entender o que houve de errado, vai ver a pele deste relacionamento estava totalmente rachada por baixo, com marcas ou com uma série de hematomas.

A moral da história é: “Se você acredita que aquela pessoa que está com você vale realmente a pena, lute para que as coisas entre vocês fiquem bem, não ignore os problemas, não esconda as mágoas. Porque no final isso não leva a lugar nenhum”.

“Boa parte do conceito de amar, está no fato de não precisar esconder o que se sente do outro” – Philippe Carvalho.

Scott Pilgrim e os ex-namorados malignos

Em 2009 enquanto navegava pela internet descobri a história em quadrinhos Scott Pilgrim Precious Little Life, a história criada em 2004 pelo autor Brian Lee O’Malley, conta a história de Scott Pilgrim, um jovem canadense de 24 anos, preguiçoso e que toca baixo em uma banda de rock indie, que acaba se apaixonando pela entregadora Ramona Flowers. O quadrinho foi adaptado para o cinema e conta com a participação do Michael Cera, como Scott Pilgrim.

O grande problema é que ela possui 7 ex-namorados malignos, que tem super poderes, com quem Scott tem que lutar para poder ficar com ela. Durante 6 livros Scott luta contra a Liga dos Ex-Namorados do Mal para provar que é digno de ficar com Ramona.

Eu vejo a história da luta contra os ex-namorados malignos como uma metáfora para o que devemos evitar em nossos relacionamentos, todos nós temos um passado.

Então como lidar com isso? Simples, sendo sincero sobre tudo, tudo mesmo, mesmo aqueles detalhes que você acha que nunca irão atrapalhar o seu atual relacionamento. Por exemplo, se Ramona tivesse sido sincera sobre o passado dela, a luta do Scott poderia não ter sido evitada, mas com certeza teria ficado mais fácil, pois ele saberia com que estaria lidando.

Caro leitor não olhe para mim com este olhar, sei por experiência própria que isso é algo difícil, mas acredite quando eu digo que é algo essencial para evitar problemas futuros.

A pessoa que está com você tem o direito de saber sobre o seu passado por pior que ele seja, e tem o direito de escolher se quer isso para a vida dela também. Quando Scott escolhe ficar com Ramona no HQ, ele escolhe também ficar com todos os problemas dela.

No fim a sinceridade faz com a pessoa confie mais em você, e faça com que ela entenda porque de certos medos seus, e por onde você passou até estar com ela. Escolha a sinceridade ou se prepare para as consequências futuras.

“Você pode não se orgulhar do seu passado, mas não deve escondê-lo de quem você ama” – Philippe Carvalho